"Avaliar é ser sujeito ou sujeitar-se "

    "Avaliar é ser sujeito ou sujeitar-se"

  • Resumo:

O texto analisado foca-se em examinar aquilo que esta na base e que torna legitimo a avaliação, para que também possamos compreender o sentido desta ação. Trata-se de saber a história da avaliação segundo dois grandes pontos de vista: emancipação e o controlo. Se falarmos da avaliação como emancipação, esta tem como objetivo a libertação dos sujeitos, ou seja, a construção de uma identidade que resiste e que é capaz de atuar numa perspetiva onde não haja superioridade e poder de outros sobre ninguém. Por outro lado, a regulação e o controlo da avaliação, têm como objetivo a regularização e a uniformização dos sujeitos, construindo identidades legitimadas. A participação dos sujeitos é assim importante, uma vez que a área da educação e da formação também se baseia neste território que provem dos desejos de emancipação e dos dispositivos de controlo.

Ficamos a compreender que para a avaliação emancipatória é necessário compreender-se os atores educativos, os modelos teóricos e a investigação, e para uma avaliação como controlo são os discursos e as práticas que são importantes e também que para que consigamos superar os paradoxos que existem de educação e de avaliação, é necessário considerar as tensões entre conflito e emancipação, onde existe o objetivo do individual e controlo.


  • Identificação da Problemática

 A problemática presente neste texto é compreender o sentido em que poder ser utilizado a ação de avaliar. A ação de avaliar, segundo o autor, pode ser utilizada como uma abordagem, de avaliação como emancipação, ou de avaliação como controlo.

Começando pela narrativa da emancipação, o autor defende que o que torna legitimo a avaliação são os desejos de emancipação. Esta está assente em três sentidos, que são os instrumentos para que os indivíduos possam realmente ser autónomos e livres, são:

  • A função crítica;
  • A enfatização da construção autónoma;
  • Participação emancipatória;

Estes três instrumentos fazem com que os indivíduos olhem de forma diferente o mundo, e fazem isto tendo consciência de eles mesmo e dos outros em seu redor.

Passando á narrativa do controlo a avaliação é utilizada para obtenção de resultados e para eficácia. Embora os discursos teóricos acerca de avaliação dizem-nos e fazem-nos pensar que á uma maneira certa de realizar a ação de avaliar, a experiência educativa, devido á sua prática reflexiva, diz-nos que não. O que acontece é que por vezes avaliação vai contradizer os valores da educação que são a realização pessoal, e justiça e o contentamento.

Como sabemos no campo da Educação a avaliação é bastante importante e está presente em muitos momentos, por essa razão é que é necessário falar da avaliação nestas duas perspetivas. Por um lado leva á submissão do poder central que causa alteração de politicas educativas, por outro lado quando falamos de emancipação, a autonomia transferida à Educação, podar a nível local e fazer face as transformações e necessidades.

Devido á tecnologia e ao avanço desta, uma vez que a tecnologia veio trazer grandes vantagens a nível da educação e do conhecimento, mas também a nível de desenvolvimentos da sociedade, veio então a globalização. Com esta globalização criou-se também muito poder, uma vez que as sociedades com mais poder eram aquelas que eram mais desenvolvidas, com isto as políticas eram ditadas por aqueles com mais poder, e o mercado de trabalho vai seguir as políticas desenvolvidas por aqueles com mais poder. Voltando-nos para o mercado de trabalho, vai começar a existir uma competitividade, uma vez que os sujeitos são avaliados para posteriormente se poder distinguir no mercado de trabalho e poder haver uma diferenciação. Posto isto, as escolas as organizações e também os indivíduos começam a criar competitividade entre eles, e isto vai transformar a educação. A escola passa a funcionar como uma empresa focando-se em princípios de eficácia e eficiência. Assim a avaliação passa a ser quantitativa, ou seja, avalia-se para no final haver uma classificação.

Sabendo isto, será que podemos dizer que a avaliação no campo da educação não poder ser uma avaliação meramente classificativa, e temos que nos focar em avaliar para desenvolvimento, para podermos ajudar o sujeito na sua emancipação, a tornar-se autónomo e livre? Qual será a melhor maneira de avaliar? Para sabermos isto é necessária uma reforma da educação e posteriormente uma reforma nas avaliações.

Embora no que toca a avaliação, nega-se a existência de certezas no que toca a melhor forma de avaliar. Por isso, para que possamos transformar a avaliação temos que conhecer a sua complexidade e o contexto, e não podemos tomar como partida que existe uma melhor forma de avaliar embora se acredite que existe uma maneira ideal.

Concluído, sabemos que o significado da ação de avaliar depende de como é planeada e de como são analisados os resultados e transformados em ações. Sabemos que entre o controlo e a emancipação existem bastantes discrepâncias e contrariedades, mas segundo o autor é necessário compreender e aceitar esta tenção entre eles para podermos ultrapassar os paradoxos que vimos ao longo do texto. Contudo podemos ter a certeza de que a avaliação continua a ser uma luta entre os desejos de individualização, os dispositivos de poder e os sujeitos. 


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